Nova série de TV pela internet discute nanotecnologia

Programas ao vivo vão analisar de convergência tecnológica à comunicação

Por Cristiane Kampf e Débora Lorentz()

Na próxima segunda-feira, dia 12 de janeiro, às 16h, será lançada uma série de TV pela internet sobre nanotecnologia e seus impactos na sociedade e no meio ambiente. A nova série irá apresentar e discutir as principais questões relativas ao desenvolvimento da nanotecnologia, suas variadas aplicações comerciais e os possíveis impactos sociais, ambientais, econômicos e éticos decorrentes de sua introdução no mercado.

Para assistir, basta acessar www.alltv.com.br e para interagir com o apresentador e entrevistador/a basta fazer seu cadastro. Logo após efetuar seu cadastro você receberá um link em seu email. Clicando neste link você automaticamente valida seu cadastro e é direcionado imediatamente para o programa que aparecerá na tela. Logo abaixo da tela há o campo “LINHA DIRETA” no qual você pode digitar seu nome e sua pergunta ou comentário e enviá-los ao vivo para o apresentador.

Os bate-papos serão apresentados pelo sociólogo dr. Paulo Roberto Martins, terão uma hora de duração e irão ao ar sempre às segundas-feiras, das 16h às 17h, na ALLTV (www.alltv.com.br ). O primeiro programa discutirá saúde e segurança do trabalhador, com a participação da pesquisadora Arline Arcuri , da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho). Já o segundo debate será sobre mercado, processos de trabalho e formação profissional, com os pesquisadores Sebastião Neto e Alexandre Custódio, da organização não-governamental IIEP (Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas).

A nanotecnologia compreende ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação obtidas graças às especiais propriedades da matéria organizada a partir de estruturas nanométricas, isto é, com alguns bilionésimos de metro – para que se tenha uma referência, o diâmetro do fio de cabelo humano é, em média, 70.000 vezes maior que uma partícula nanométrica.

Destas ações já resultaram mais de 800 produtos hoje disponíveis para consumo, como roupas que não amassam, tecidos resistentes a manchas e a água, roupas de camuflagem, cosméticos, cremes, medicamentos, materiais odontológicos, materiais mais leves e mais resistentes do que metais e plásticos, para prédios, automóveis, aviões. Em 2007, os produtos com nanotecnologia renderam US$ 88 bilhões em todo o mundo e as estimativas é que eles que irão ultrapassar os US$ 3 trilhões em 2015.

Portanto, a nanotecnologia – considerada o motor propulsor da próxima revolução industrial – tem um extraordinário potencial de transformação das interações sociais, econômicas e políticas, bem como da maneira como as pessoas se relacionam com o meio ambiente. Nesse cenário, a nova série Nanotecnologia do avesso pretende mostrar o outro lado – ou os vários lados do processo de produção, promoção e comercialização da tecnologia em escala nanométrica. Os programas também têm como objetivo transpor os muros das universidades e dos círculos científicos e levar informação sobre o tema para os não especialistas, pois a nanotecnologia é ainda pouco conhecida pelo grande público: levantamento feito nos Estados Unidos mostrou que apenas 6% dos entrevistados já tinham ouvido falar muito sobre o assunto.

Nanotecnologia do avesso é fruto de uma parceria entre a Renanosoma (Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente), a Fundacentro, (Fundação Jorge Duprat Fegueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) o IIEP,(Intercambio, Informação, Estudos e Pesquisas) o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos). DIESAT (Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes do Trabalho), APEOESP (Sindicato do Professora da Rede Oficial do Ensino do Estado de São Paulo) FIOCRUZ (Fundação Osvaldo Cruz) – CEREST-SP (Centro de Referencia em Saúde do Trabalhador/SP) e SRTE/SP Superintendência Regional do Trabalho e Emprego/SP.

As entidades entendem que ser livre é ser bem informado e que a divulgação científica contribui para o aprimoramento da democracia e da cidadania.

Assessoria de Comunicação Social
Fundacentro/Ministério do Trabalho e Emprego
() Jornalistas do IPT e Unicamp – Parceiras da Fundacentro na divulgação

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