SUS, reduto de heróis.

No SUS há médicos, enfermeiros, técnicos, administradores, pessoal de apoio, todos muito bem qualificados e empenhados em fazer o melhor que sabem em suas competências profissionais.
Deve ser por isso que, apesar de tudo, membros amputados em acidentes são reimplantados, canceres são curados, partos são feitos com sucesso, feridos com tiros de fuzil são salvos da morte.
No Rio de Janeiro, as emergências da maioria dos hospitais públicos se assemelha a um ambiente de guerra, é como se o Brasil fosse os USA e nossos profissionais de saúde estivessem na Guerra da Coréia, em um hospital de campanha.
A Equipe Médica do Souza Aguiar e de outras emergências do Rio de Janeiro têm mais experiência em ferimentos de guerra que os médicos americanos que serviram na Guerra do Golfo.
No SUS, muitos são curados, sobrevivem, alguns até sem sequelas, graças à dedicação dos profissionais que, além de trabalhar com recursos inferiores aos disponíveis nos campos de batalha da década de 1950, na Ásia, não contam nem mesmo com a proteção contra a agressão pelo inimigo, hospitais e postos de saúde invadidos por traficantes e milicianos, exigindo atendimento e colocando as equipes sob a mira de armas de guerra.
Heróis são os profissionais que trabalham no SUS. Heróis duas vezes, pois não são reconhecidos e ainda são apontados como culpados pelos crimes cometidos por nossos governantes.

This entry was posted in Consumidor, Interesse público, Legislação, Política, Saúde, Servidor Público. Bookmark the permalink.

Leave a Reply